... Sempre soube, desde a infância que ao fim haveria uma nova caminhada;
Quando criança vivi um adolescência precoce até crescer, após crescido optei por tornar-me adulto...
– Hoje adulto, não entendo o que tanto quis na infância o que tanto buscava nas perguntas sem
respostas e nas duvidas indescritíveis.
Tudo que precisava saber, meu eu criança tinha as respostas, nada havia sido encoberto pra ele.
– Como pode todas as respostas tão perto e tão longe;
Não faço idéia de como chegar até mim, como me conectar comigo mesmo... Mais às vezes apenas às vezes, sinto que “ele” fala comigo; Ele me direciona, me põem no caminho certo.
Só havia esquecido um pequeno detalhe.
Mesmo quando criança os poetas sabem e sentem como adultos, falam e mentem como tais; E mesmo
não sendo eu amadurecido, quando menino guardei os segredos que tinha;
Guardei-os comigo mesmo... Sou um diário abstruso, um enigma desleal.
Respiro escrever e vivo o que sou, vivo aonde vou;
– O que sinto o que falo e o que calo sou eu;
Os tormentos tempestuosos as lágrimas que rolam e os dentes que rangem...
A língua que mata e a boca que deveras fala;
Sou eu à dor que minuciosamente abala a luz que suavemente apaga a morte que discretamente cala.
Sou a escuridão, um eclipse solar... Sou e não sou sabe-se lá.
Em tudo isso há um pouco de mim, tudo sou e nada é.
– Sou o bem, meu bem... Que seja então normal assim;
Só saberá me entender quem comigo dividir a mesma alma; alma de escritor alma de poeta.
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